Maria Ribeiro lançou o livro de crônicas “Não sei se é bom, mas é teu” nesta quinta-feira (14), no Rio de Janeiro. O evento aconteceu na Livraria Argumento, no Leblon, e contou com a presença de amigos e familiares da autora, entre eles Maria Flor, Gregório Duvivier, Martha Medeiros, Ana Paula Araújo, Francisco Gil, Alane Dias, Caio Blat, Rica Amabis e os filhos João e Bento.
Retorno ao mercado editorial
Dez anos após a publicação de sua primeira obra, a atriz, escritora e documentarista apresenta sua nova coletânea pela Editora Record. A publicação reúne mais de 70 crônicas escritas entre 2018 e 2025, já publicadas em veículos como O Globo, Veja Rio, Gama, Tpm e Uol.
Olhar pessoal e coletivo
Maria Ribeiro destacou que a obra reflete sua percepção da vida nos últimos anos. “Esse livro é um recorte da minha percepção sobre a vida nos últimos sete anos. Receber tantas pessoas queridas para celebrar essa obra foi muito especial, exatamente porque ela fala de anos difíceis, mas que, ao mesmo tempo, me ensinaram muito”, disse.
Ela completou: “Temos que lembrar que todos nós, nessa vida, estamos – ou deveríamos estar – sempre, de alguma forma, tentando. Tentando ser melhores, tentando aprender, tentando acertar. E, ainda assim, erramos. Eu tenho as minhas vulnerabilidades e quem vai levar o livro também tem as suas. E, nesse lugar, nos encontramos. É preciso enxergar a vida bonita, porque ela é”.
Prefácio e posfácio de artistas renomados
O livro traz prefácio de Anitta e posfácio de Caetano Veloso. Ambos destacam a importância do olhar poético de Maria sobre o cotidiano. O estilo da autora, segundo ela mesma, tem se tornado cada vez mais oral. “Desde que comecei a ler meus textos para o Instagram, minha escrita passou a ser mais oral. Cada vez mais, escrevo como falo. E isso torna meus textos mais acessíveis, mais diretos – o que creio ser um ótimo incentivo à leitura em tempos de tanta tela”, afirmou.
Crônicas sobre diferentes temas
As crônicas abordam maternidade, feminismo, luto, envelhecimento, amor, política e cultura pop. Para a autora, a literatura possibilita um olhar ampliado sobre o cotidiano. “Não quero que meus pensamentos fiquem restritos a apenas uma parcela da população, quero alcançar mais pessoas e acredito que a crônica tem esse poder”, disse.
Ela acrescentou: “Em meio ao caos da vida, as pessoas perdem o olhar lúdico sobre as próprias experiências, e é isso que eu quero resgatar, de uma forma reflexiva, engraçada e, acima de tudo, leve. Quando escolhemos esse olhar, absolutamente tudo pode ser extraordinário”.
O lugar da crônica na atualidade
A publicação reforça a presença da crônica no cenário literário contemporâneo. O gênero, historicamente ligado à observação do cotidiano, ganha novas formas de difusão com a adaptação da escrita às redes sociais. A escolha de Maria Ribeiro em reunir textos já publicados amplia a circulação de suas reflexões para novos públicos.


































