TV Globo reprisa ‘Rainha da Sucata’ no ano de seu 60º aniversário

Sucesso dos anos 90, novela de Silvio de Abreu volta às telas da Globo em 3 de novembro

TV Globo reprisa ‘Rainha da Sucata’ a partir de 3 de novembro (Foto: Nelson Di Rago/Globo)
TV Globo reprisa ‘Rainha da Sucata’ a partir de 3 de novembro (Foto: Nelson Di Rago/Globo)
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A novela “Rainha da Sucata” voltará à TV Globo no dia 3 de novembro pelo “Vale a Pena Ver de Novo”. Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a trama retorna 25 anos após sua exibição original. Além disso, o retorno acontece no ano em que a emissora celebra seu 60º aniversário, marcando a volta de um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira.

História ambientada em São Paulo

A narrativa se passa na cidade de São Paulo. Nela, Maria do Carmo Pereira (Regina Duarte) enriquece com o ferro-velho do pai, Onofre (Lima Duarte). Com o tempo, ela se torna uma empresária de sucesso, mas mantém hábitos simples. Mesmo assim, sonha em ser aceita na alta sociedade paulistana.

Durante essa trajetória, o destino faz com que reencontre Edu Figueroa (Tony Ramos). No passado, ele a humilhava no colégio. Agora, enfrenta a falência junto à família tradicional. Dessa forma, Maria vê uma oportunidade de mudar de vida e se vingar. Ela propõe a Edu um casamento de conveniência: ele oferece o prestígio do sobrenome, e ela o dinheiro para sustentar os Figueroa.

O confronto entre Maria do Carmo e Laurinha Figueroa

Após o casamento, Maria do Carmo se muda para a mansão dos Figueroa, no bairro dos Jardins. Lá, enfrenta a resistência de Laurinha Figueroa (Glória Menezes), madrasta de Edu. A convivência entre as duas se transforma em um jogo de poder. Laurinha, casada com Betinho (Paulo Gracindo), nutre uma paixão proibida pelo enteado e faz de tudo para destruir o casamento.

Enquanto isso, Maria tenta manter os negócios da família. Contudo, seu administrador Renato Maia (Daniel Filho) passa a aplicar golpes e compromete seus empreendimentos. Assim, a protagonista precisa enfrentar os desafios pessoais e profissionais que surgem durante sua tentativa de ascensão social.

Temas sociais e retrato da elite paulistana

A trama destaca o contraste entre os novos-ricos e a elite tradicional de São Paulo. Por meio desse conflito, o autor retrata as mudanças econômicas e comportamentais do Brasil no início dos anos 1990. Além disso, a obra combina drama e humor, explorando relações de poder e o impacto da ambição.

De acordo com Silvio de Abreu, o objetivo da novela era “mostrar o choque entre dois mundos – o dos emergentes e o dos decadentes – com todos os conflitos que isso gera”. Essa proposta consolidou “Rainha da Sucata” como uma referência das novelas urbanas da época.

Elenco de destaque e personagens marcantes

O elenco conta com nomes que marcaram a história da TV. Além de Regina Duarte, Glória Menezes e Tony Ramos, participam da produção Aracy Balabanian, Nicette Bruno, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Raul Cortez, Claudia Raia, Marisa Orth, Andrea Beltrão, Patrícia Pillar e Daniel Filho.

Outros atores também completam o time, entre eles Marcello Novaes, Maurício Mattar, Flávio Migliaccio, Lolita Rodrigues, Gianfrancesco Guarnieri, Cleyde Yáconis e Jandir Ferrari. Escrita com colaboração de Alcides Nogueira e José Antonio de Souza, a obra teve direção geral de Jorge Fernando e direção de Jodele Larcher.

Símbolos e figurinos que marcaram época

Durante sua exibição original, “Rainha da Sucata” chamou atenção também pelo figurino. As roupas de Maria do Carmo inspiraram o público, especialmente os acessórios como chapéus, laçarotes e bolsas com alças de corrente. A mesa do escritório da protagonista, feita com a frente de um Chevrolet 1958, tornou-se um ícone da novela e um símbolo das suas origens.

Além disso, a abertura dos capítulos se tornou inesquecível. Ao som de “Me Chama que Eu Vou”, de Sidney Magal, uma boneca feita de sucata dançava lambada com dançarinos reais. A trilha sonora ganhou destaque e ajudou a popularizar o ritmo em todo o país.

Retorno ao ar e legado da produção

A reprise de “Rainha da Sucata” permite que novas gerações conheçam uma das tramas mais marcantes da TV brasileira. A obra volta ao ar em alta definição e reafirma o valor da teledramaturgia clássica da Globo.

Por outro lado, para quem acompanhou a primeira exibição, o retorno é uma oportunidade de revisitar personagens e situações que se tornaram parte da cultura popular. Dessa forma, a novela mantém vivo o legado de Silvio de Abreu e Jorge Fernando, que ajudaram a moldar o estilo das produções televisivas no país.

Por fim, o retorno ao “Vale a Pena Ver de Novo” reforça a importância de preservar títulos históricos e de celebrar os 60 anos da emissora com produções que marcaram gerações.

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