No dia 15 de outubro, o jornal “Notícias Populares” completa 50 anos desde sua primeira circulação em 1963. Reconhecido como o “espreme que sai sangue”, o jornal marcou a imprensa brasileira, colecionando tanto leitores fiéis quanto críticas intensas ao longo de quase quatro décadas.
Em sua trajetória, o “Notícias Populares” ficou conhecido pelo estilo direto, por coberturas que abordavam temas do cotidiano popular e por reportagens de forte apelo. Entretanto, ao longo dos anos, acumulou polêmicas e dividiu opiniões dentro do cenário jornalístico nacional.
Em 20 de janeiro de 2001, chegou às bancas a última edição do jornal. Após sua despedida, o ‘NP’ deixou um legado que ainda desperta discussões sobre jornalismo popular e liberdade editorial. Ao mesmo tempo, não surgiu nenhum veículo com perfil semelhante que ocupasse o espaço deixado pela publicação.
A fundação do ‘Notícias Populares’ e sua trajetória
O ‘Notícias Populares’ nasceu em 15 de outubro de 1963. O jornal rapidamente se destacou como uma publicação voltada para o trabalhador, com manchetes de grande impacto e circulação massiva. Com o passar dos anos, construiu uma base de leitores fiéis e tornou-se referência para veículos que buscavam maior aproximação com o público popular.
Apesar disso, a linha editorial provocou debates no meio jornalístico. Muitos apontavam os limites do sensacionalismo, enquanto outros destacavam a importância de dar voz a temas do cotidiano que, até então, recebiam pouco espaço na grande imprensa.
O fim de uma era e o legado do jornal
A última edição do ‘Notícias Populares’ foi publicada em 20 de janeiro de 2001. O encerramento marcou o fim de um ciclo na imprensa brasileira. Mesmo depois de doze anos, ainda não surgiu outro jornal que ocupasse o lugar deixado pelo NP, seja pelo estilo, seja pela relação com o público.
O legado do jornal continua sendo debatido. Muitos profissionais da imprensa relembram os impactos positivos e negativos do modelo editorial adotado pelo ‘NP’, enquanto pesquisadores buscam compreender como a publicação influenciou o mercado e o comportamento dos leitores.
Lançamento da nova edição do livro ‘Nada mais que a verdade’
Em 2012, a Summus Editorial lançou uma edição revista e atualizada do livro “Nada mais que a verdade – A extraordinária história do jornal Notícias Populares”. O livro, com preço sugerido de R$ 71,90, tem autoria dos jornalistas Celso de Campos Jr., Giancarlo Lepiani, Denis Moreira e Maik Rene Lima.
A nova edição traz uma análise detalhada sobre os principais momentos do jornal. Entre os destaques estão 50 reproduções de capas históricas, que ajudam a entender a evolução editorial do NP ao longo das décadas. Segundo o material de divulgação, a obra busca “resgatar detalhes dessa rica história, lembrando fatos importantes e pitorescos — desde a fundação do jornal até a circulação da última edição”.
Além disso, o livro apresenta um prefácio escrito pelo jornalista Marcelo Coelho. Outro destaque é a apresentação inédita de Ebrahim Ramadan, editor-chefe do ‘Notícias Populares’ entre 1972 e 1990, que compartilha experiências vividas na redação e relata bastidores do período em que esteve à frente do jornal.
O impacto cultural do ‘Notícias Populares’ no Brasil
O ‘Notícias Populares’ é lembrado como um símbolo do jornalismo popular. Durante sua existência, influenciou o surgimento de outros veículos voltados para o grande público e contribuiu para debates sobre ética, linguagem e liberdade de imprensa.
O lançamento da nova edição do livro reforça o interesse em revisitar essa trajetória. Segundo os autores, “é importante manter viva a memória do ‘NP’ para entender parte da história da comunicação no Brasil”.
Mesmo após seu fim, o jornal ainda desperta curiosidade entre pesquisadores, jornalistas e leitores, reforçando sua relevância na cultura midiática nacional.


































