Emicida mostra sua ‘Boa Esperança’ em clipe que traz motim de empregados contra patrões

Produção lançada dia 30 de junho trata de questões sobre racismo e preconceito

PUBLICIDADE

Emicida, considerado um dos grandes nomes da atual geração de rap brasileiro, lançou na terça-feira, 30 de junho, o clipe da canção “Boa Esperança”. Com direção de Katia Lund e João Wainer, o enredo apresenta um ponto de vista não antes pensado para tratar de assuntos como injustiça social, misoginia, preconceito e racismo.

A letra fala da realidade encontrada desde sempre, diante do racismo que vem sido notado na sociedade, ainda mais com casos mais recentes, como a da jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, que tomou proporção nacional. Com versos como “Favela ainda é senzala jão, bomba relógio prestes a estourar…Indenização? Fama de vagabundo…”, o rapper paulistano chama atenção de forma radical para todos os tipos de situações  possíveis em relação ao preconceito, muitos deles, inclusive, que poucos haviam parado para pensar sob esse aspecto.

A produção de 7min e 2 seg aborda questões bem vistas por aí. Empregados trabalhando na casa de patrões, com situações de preconceito e humilhação. Com sonoplastia casando perfeitamente com as cenas, a atuação dos envolvidos mostra a revolta dos empregados contra seus patrões.

Eles literalmente viram o jogo e mostram sua raiva, divertindo-se de forma sádica com os ricos. Apesar de ter cenas de violência (não tão extremas, a construção do vídeo é bem pensada, com até notícias do acontecido pela imprensa. Uma rebelião de grandes proporções para reaver direitos que sempre foram tirados dos negros no Brasil. A boa esperança tratada por Emicida está aí.

PUBLICIDADE