O grupo Mundo Livre S/A lança o álbum digital “Sessões Selo Sesc #15: Mundo Livre S/A”, em comemoração aos 30 anos do disco “Samba Esquema Noise”. Gravado em agosto de 2024, no Teatro do Sesc Ipiranga, em São Paulo, o registro chega às plataformas de música em 22 de agosto de 2025 pelo Selo Sesc.
O lançamento reúne 18 faixas e retoma o repertório do álbum de estreia, lançado em 1994. O registro intercala músicas com histórias narradas por Fred Zero Quatro, líder da banda, que relembra a trajetória do grupo e o impacto do movimento manguebeat.
Repertório inclui clássicos da estreia
O repertório apresenta canções que marcaram a carreira do grupo. Entre elas estão “Meu Esquema”, “Musa da Ilha Grande”, “O Velho James Browse Já Dizia”, “Cidade Estuário” e “Mistério do Samba”. Além disso, a faixa “Homero O Junkie”, lançada como single, aparece pela primeira vez em um álbum ao vivo.
Fred Zero Quatro destacou a permanência da relevância do trabalho original. “É muito legal você ver que na verdade as correlações vão se repetindo. E não só mudando de roupagem, mudando de ambientação. É massa ver como décadas depois o formato estético, a concepção sonora, a sonoridade não perderam a relevância. É legal você tocar hoje em dia esse repertório e ver figuras que não eram nem nascidas quando o disco foi concebido, curtindo e aplaudindo”, afirmou.
Origem do movimento manguebeat
O Mundo Livre S/A surgiu em Recife nos anos 1980. Junto com Chico Science & Nação Zumbi, o grupo foi responsável pela criação do movimento manguebeat. O estilo combinou elementos da cultura popular nordestina, como o maracatu e o coco, com influências de rock, punk, hip hop e música eletrônica.
No caso do Mundo Livre S/A, o samba também foi incorporado ao som, por meio de instrumentos como o cavaquinho. Essa fusão abriu espaço para o experimentalismo, para o humor e para a crítica social, características presentes na identidade do grupo.
Carreira e trajetória de Fred Zero Quatro
Fred Zero Quatro relembrou sua escolha pela música em detrimento do jornalismo, carreira que havia iniciado antes do primeiro disco. “Na época a gente não tinha gravadora, não tinha empresário, tinha nada. A gente tinha um sonho e uma parceria concreta com algo que a gente via que tinha um potencial muito grande, que era toda essa concepção do manguebeat. E eu já tinha uma ideia de escrever o manifesto e tudo. Mas foi um desafio muito crítico por conta de toda essa questão familiar. E você chegar hoje a mais de 40 anos de estrada mostra que foi talvez a decisão mais importante da minha vida”, relatou.

Faixas do álbum digital
O novo álbum reúne 18 músicas, gravadas ao vivo no Teatro do Sesc Ipiranga em 16 de agosto de 2024. Confira a lista completa:
Homero o Junkie
Musa da Ilha Grande
A Bola do Jogo
Saldo de Aratu
Sob o Calçamento
Pastilhas Coloridas
Terra Escura
Mangue Bit
Rios (Smart Drugs) Pontes e Overdrives
Cidade Estuário
Meu Esquema
Carnaval na Obra
Mistério do Samba
O Velho James Browse Já Dizia
Computadores Fazem Arte
Free World
A Praieira
Livre Iniciativa
Ficha técnica
O álbum conta com Fred Zero Quatro (guitarra e voz), Léo D. (teclado), Pedro Diniz (baixo), Pedro Santana (percussão) e Xef Tony (bateria). A gravação foi realizada por Clement Zular, Lucas Silva e Duda Gomes. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Clement Zular, com produção de Raul Lorenzeti.
O projeto também contou com registro audiovisual, com imagens de Flávio Vogtmannsberger, Renan Abreu e Bárbara Carneiro. A capa é assinada por Alexandre Calderero.

































