‘Zóio de Lula’ ganha nova versão especial, em homenagem a Chorão

Marcelo D2, Nação Zumbi, Maneva e Hungria participam do tributo ao vocalista

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Chorão, vocalista e líder do Charlie Brown Jr., completaria 49 anos no dia 9 de abril de 2019. Para celebrar a data, a Universal Music lançou uma nova versão do clássico “Zóio de Lula“, música que marcou a carreira da banda em 1999. A releitura conta com a participação de Marcelo D2, Nação Zumbi, Maneva e Hungria, artistas que representam diferentes vertentes da música brasileira.

A nova versão foi produzida por Marcelo Lobato, tecladista da banda O Rappa, e busca manter a essência da música original, ao mesmo tempo em que incorpora elementos contemporâneos. O single foi lançado nas plataformas digitais no dia 9 de abril, acompanhado de um EP que inclui a canção original e a nova interpretação. A capa do EP reproduz o desenho criado por Chorão para o promo de rádio em 1999.

Homenagem reúne gerações de artistas

Marcelo D2, um dos participantes do projeto, destacou a importância de homenagear Chorão. “Sempre fui muito amigo de Chorão. A gente teve uma amizade antes das bandas, quando a gente andava de skate. Acho que estava faltando, estava precisando de uma coisa assim nesse momento. Ainda mais participar dessa música com essa rapaziada toda, com a Nação (Zumbi) tocando. Foi bom demais”, afirmou.

Jorge Du Peixe, vocalista da Nação Zumbi, também ressaltou a emoção de participar da homenagem. “Pra gente é do caralho fazer parte disso, se encontrando com o pessoal do Maneva, com o D2. É um grito pelo Chorão”, disse. Lúcio Maia, guitarrista da banda pernambucana, completou: “É uma homenagem a uma pessoa que foi tão carinhosa com a gente, tão receptiva e dedicada. Fico feliz de ter sido convidado”.

Videoclipe e documentário ampliam tributo

Além do single e do EP, foi lançado um videoclipe da nova versão de “Zóio de Lula”. Dirigido por Daniel Ferro, o vídeo foi gravado em estúdio e captura a energia da gravação, destacando a confraternização entre os artistas. Marcelo Lobato, produtor da música, explicou a escolha pela abordagem colaborativa. “A gravação remete à música original, mas traz novos elementos, novas interpretações. Acho que foi o caminho mais interessante”, disse.

Ainda como parte das homenagens, um minidocumentário de 10 minutos foi lançado no dia 5 de abril. O material traz depoimentos dos músicos envolvidos no projeto e detalhes sobre o processo de gravação.

Legado de Chorão permanece vivo

Chorão, cujo nome de batismo era Alexandre Magno Abrão, faleceu em 2013, mas seu legado musical continua influenciando novas gerações. O Charlie Brown Jr., banda que ele liderou, segue como um dos maiores nomes do rock nacional, com 1,2 milhão de inscritos no YouTube e 2,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

A sonoridade única da banda, que misturava punk californiano, ska reggae, hip hop e funk, conquistou o público brasileiro nas décadas de 1990 e 2000. Chorão era conhecido por sua personalidade forte e por traduzir, em suas letras, os sentimentos e desejos da juventude urbana do país.

Artistas que não conheceram Chorão também prestam tributo

Thales, vocalista da banda Maneva, e o rapper Hungria não tiveram a oportunidade de conhecer Chorão pessoalmente, mas reconhecem sua importância para a música brasileira. “Essa versão é como trazer o Maneva dentro do CBJr, o D2 dentro do CBJr, a Nação dentro do CBJr, Hungria dentro do CBJr e, consequentemente, a gente se sente mais perto, tanto deles, quanto do CBJr”, disse Thales.

Hungria, por sua vez, destacou a imortalidade da música. “Um cantor nunca morre, eu boto o som dele e escuto ele, música é isso. Chorão fala no meu ouvido todo dia”, afirmou.

Temporada de homenagens continua

A nova versão de “Zóio de Lula” é apenas o início de uma série de homenagens planejadas para celebrar Chorão. Entre 23 de abril e 9 de julho, serão lançados semanalmente os 24 vídeos do DVD “Na Estrada 2003/2004”, do Charlie Brown Jr. O material promete reviver momentos marcantes da trajetória da banda.

A iniciativa reforça o impacto duradouro de Chorão na cultura brasileira. Sua música e sua mensagem continuam a ressoar, conectando gerações e mantendo viva a memória de um dos últimos grandes astros do rock nacional.

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