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Autora de ‘Violetas na Janela’ fala das críticas que recebeu ao lançar livro

Durante a Bienal do Livro no Rio, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho autografou no estande da Editora Petit exemplares dos seus livros, incluindo "Violetas na Janela"

Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, escritora do livro
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, escritora do livro "Violetas na Janela" (Foto: Divulgação)
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A escritora e médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho se tornou conhecida em todo o Brasil através do sucesso do livro “Violetas na Janela”, psicografado por ela através do espírito da jovem Patrícia, em 1993. Durante a Bienal do Livro no Rio, Vera Lúcia autografou no estande da Petit Editora exemplares dos seus livros, incluindo “Violetas na Janela”. A obra já vendeu mais de 2,2 milhões de exemplares e vem sendo instrumento para confortar e esclarecer centenas de milhares de pessoas sobre a vida após a morte.

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“Violetas na Janela” foi adaptada para o teatro pela atriz Ana Rosa, em 1997, que desde então percorre o país também com muito sucesso. A própria Ana Rosa já contou muitas vezes em entrevistas que a história da peça tem muito a ver com a sua vida. Sua filha Ana Luísa morreu atropelada aos dezenove anos. Ela, seu marido e sua filha Beatriz ganharam, no mesmo mês do acidente, exemplares do livro “Violetas na Janela” de presente. A “coincidência” deu ainda mais impulso à sua intenção.

O livro é o maior sucesso da médium Vera Lúcia, que se dedica à psicografia há mais de 30 anos. Em entrevista ao Almanaque da Cultura, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho conta como se tornou espírita, os primeiros sinais de mediunidade, a repercussão do sucesso do livro “Violetas na Janela” e de sua adaptação para o teatro.

Almanaque da Cultura: Vera, você já nasceu em uma família espírita ou se tornou espírita?
Vera Lúcia Marinzeck: A minha família era católica, porém desde pequena vejo e converso com espíritos. Como eu já tinha a mediunidade aflorada, minha mãe me levou a um centro espírita para entender o que estava acontecendo e fomos esclarecidas.

Almanaque da Cultura: E quando surgiu a ideia ou veio a orientação de seguir pelo caminho da literatura espírita?
Vera Lúcia Marinzeck: Em 1977 comecei a frequentar um centro espírita, onde fiz os cursos. Aos poucos, comecei a psicografar mensagens. Esse treino durou nove anos. Quando já estava apta, o espírito Antônio Carlos me passou o primeiro livro.

Almanaque da Cultura: “Violetas na Janela” foi o seu primeiro romance espírita?
Vera Lúcia Marinzeck: O primeiro romance psicografado foi “Reconciliação”, em 1989, um livro do qual gosto bastante, pois nos ensina muito sobre o perdão.

Almanaque da Cultura: Quanto tempo levou para psicografar o livro? Como foi o processo de colocar a história no papel?
Vera Lúcia Marinzeck: Normalmente levo em média seis meses para finalizar um livro psicografado. Antônio Carlos e eu trabalhamos diariamente. Ele dita o livro e depois repassamos capítulo a capítulo.

Almanaque da Cultura: A série “Violetas na Janela” fez e ainda faz muito sucesso entre os jovens espíritas. Como foi a repercussão dos leitores na época do lançamento e ainda hoje?
Vera Lúcia Marinzeck: “Violetas na Janela” foi lançado em 1993. Dois anos depois ele alcançou seu pico de vendas, quando começou a figurar nas listas da grande mídia como um dos dez livros mais vendidos. E assim ele permaneceu por muitos meses. “Violetas na Janela” ainda hoje é muito procurado, pois é um livro que, além de esclarecer sobre a Doutrina Espírita de forma simples, é um acalento para quem perdeu um ente querido, principalmente jovens. Também faz parte desta série os livros “Vivendo no Mundo dos Espíritos”, “A Casa do Escritor” e “O Voo da Gaivota”.

Coleção completa da série "Violetas na Janela" (Foto: Divulgação)
Coleção completa da série “Violetas na Janela” (Foto: Divulgação)

Almanaque da Cultura: O livro “Violetas na Janela” foi adaptada para o teatro com a atriz Ana Rosa. Você já teve a oportunidade de assistir? O que achou do resultado?
Vera Lúcia Marinzeck: Em 1997 a atriz global Ana Rosa o adaptou para o teatro e a peça ficou por mais de dois anos em cartaz só no Rio de Janeiro. Acompanhei todo o trabalho de adaptação e assisti à pré-estreia. Considero o resultado muito positivo, uma vez que a peça ficou muito tempo em cartaz. Ainda hoje Ana Rosa é procurada para que volte a encená-la. Particularmente gostei bastante.

Almanaque da Cultura: Há alguns anos foi mencionado que o livro também seria adaptado para o cinema. Que fim teve essa história?
Vera Lúcia Marinzeck: Na época, essa história foi mencionada, mas não houve nada de concreto.

Almanaque da Cultura: Vera, os direitos autorais de obras psicografadas costumam ir para instituições de caridade. Você também costuma fazer desta maneira?
Vera Lúcia Marinzeck: Sim, todo o resultado dos diretos autorais vai para várias instituições, como ao centro do qual faço parte e a outros da cidade onde resido.

Almanaque da Cultura: Você chegou a receber críticas pelo seu livro “Violetas na Janela” na época do lançamento?
Vera Lúcia Marinzeck: “Violetas na Janela” é um livro muito singelo, que aborda os mesmos pontos que o “Nosso Lar”, do espírito André Luiz, porém de uma maneira mais simples. Na época, muitos que estavam acostumados com a linguagem utilizada pelo espírito André Luiz estranharam a forma simples com que o livro “Violetas na Janela” foi passado. Porém, o objetivo do espírito Patrícia não era fazer literatura. Ela própria afirma que não tem o dom para isso, queria apenas esclarecer. E aí está o resultado: um livro com mais de vinte anos e mais de 2 milhões de exemplares vendidos.

Almanaque da Cultura: Após o sucesso de “Violetas na Janela” quais livros que você psicografou também agradaram mais ao público?
Vera Lúcia Marinzeck: Muitos livros fazem sucesso, especialmente aqueles ditados pelo espírito Antônio Carlos. Observo que os romances de suspense são os mais procurados, entre eles “A Gruta das Orquídeas”, “Copos que Andam”, “O Mistério do Sobrado”, “A Mansão da Pedra Torta”, entre outros.

Almanaque da Cultura: Quais seus futuros projetos na área literária?
Vera Lúcia Marinzeck: Antônio Carlos sempre tem surpresas. Ele é um ótimo escritor e contador de histórias, então sempre haverá novidades (risos).

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