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Almir Sater sobre ‘O Rei do Gado’: ‘Muito feliz em revisitar esse trabalho’

Lavínia Vlasak e Almir Satter em
Lavínia Vlasak e Almir Satter em "O Rei do Gado" (Foto: Globo/Divulgação)
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Almir Sater relembra com saudosismo o enorme sucesso que fez em “O Rei do Gado” como o violeiro Aparício, um homem romântico, sem paradeiro, que vê a vida mudar após conhecer a jovem Lia Mezenga (Lavínia Vlasak). Junto de Sérgio Reis, formou a dupla Pirilampo e Saracura, que assinou oito das 12 canções da segunda trilha sonora da novela. Com a reexibição da obra de Benedito Ruy Barbosa no “Vale a Pena Ver de Novo” pouco tempo depois de participar da segunda versão de “Pantanal”, Almir volta a sentir a repercussão de seu trabalho em novelas. “Está sendo muito interessante reviver esse momento. Antes de ser anunciado que a novela iria voltar, as pessoas ainda comentavam comigo sobre “O Rei do Gado”, sobre o Pirilampo e Saracura. Como eu e Sérgio Reis gravamos um disco com oito músicas, quase viramos uma dupla de verdade. Nos divertíamos muito fazendo essa novela”, relembra.

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Além do sucesso da dupla sertaneja, gravar cenas à beira do rio Araguaia marcou essa experiência para Almir. “Todas as gravações no Araguaia mexeram muito comigo. Nós gravávamos na beira do rio, numa fazenda linda, sempre que a gente fazia essas gravações externas no Brasil profundo, eu sentia muita emoção e também a dos atores. Nossa comunhão de estar todo mundo junto numa fazenda, gravando o dia inteiro, e à noite nos encontrávamos para falar do trabalho, eram momentos muito felizes”, conta.

Exibida no “Vale a Pena Ver de Novo”, “O Rei do Gado” tem autoria de Benedito Ruy Barbosa, com colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, e direção geral e de núcleo de Luiz Fernando Carvalho. Direção de Luiz Fernando Carvalho, Carlos Araújo, Emilio Di Biasi e José Luiz Villamarim.

Almir Satter como o violeiro Aparício em "O Rei do Gado" (Foto: Globo/Divulgação)
Almir Satter como o violeiro Aparício em “O Rei do Gado” (Foto: Globo/Divulgação)

Almir Sater relembra mais sobre o trabalho em “O Rei do Gado”, curiosidades e bastidores.

Como foi o processo de criação das músicas do Pirilampo e Saracura, já que você e Sérgio Reis emplacaram vários sucessos?

A gente começou a se inspirar um pouco em algumas duplas sertanejas. As músicas, geralmente, já vinham escolhidas pelo Benedito Ruy Barbosa, e o Sérgio Reis conhece muito esse universo. As músicas chegavam praticamente definidas, eu tinha algumas sugestões e foram boas escolhas.

Alguma curiosidade em especial ficou marcada nas suas lembranças dos bastidores de “O Rei do Gado”?

Eu lembro de uma situação em que eu e Sérgio estávamos gravando na rodoviária de Ribeirão Preto, como Pirilampo e Saracura, e começamos a rodar o chapéu. Uma das pessoas que estavam na rodoviária assistindo à gravação foi lá e colocou dinheiro de verdade para a gente. Brinquei com o Sérgio: “Eu acho que estamos fazendo sucesso”. Aquele gesto espontâneo do fã que estava ali assistindo à gravação da novela nos marcou, e no final devolvemos o dinheiro para ele.

Como foi a parceria com os atores do elenco que você mais conviveu durante a novela? Alguma foi mais especial?

Ah, estava todo mundo hospedado na mesma fazenda, quando acabava a gravação a gente se encontrava à noite, a gente tocava, conversava, falávamos sobre os personagens. Grandes atores, e eu e Sérgio no meio deles, foi uma honra poder conviver essas pessoas. Minha parceira de cena foi Lavínia Vlasak, na época uma atriz jovem, generosa. Gostei muito do trabalho, gostei do respeito entre os atores, todo mundo nos ajudando também, já que somos músicos, e isso nos deu confiança.

Qual cena ou sequência mais te marcou em “O Rei do Gado”?

As cenas que nós fizemos no Araguaia, as cenas externas na beira do rio, dentro do barco, aquilo me marcou muito. Sempre gostei de gravar externas. Todas as gravações no Araguaia mexeram muito comigo.

O que participar de uma obra tão grandiosa como essa representou para a sua carreira?

Acho que todo ator quer fazer uma novela do Benedito Ruy Barbosa, e eu já estava na minha segunda novela dele, então fiquei feliz de ele ter gostado do meu trabalho, de ter me chamado novamente para fazer participação em uma obra tão importante como essa. Sem dúvida representou muito na minha carreira.

Você gosta de rever trabalhos antigos? É muito autocrítico?

Sou um pouco sim, eu acho que todo artista tem de ser um pouco crítico sobre o trabalho sem ser paranoico. Mas gosto de rever os trabalhos antigos, está sendo ótimo rever “O Rei do Gado”, gostei do resultado musical, de ter cantado com o Sérgio, então está sendo bom rever novamente. Sou mais crítico quando a novela está no ar, penso no que posso melhorar, mas depois do trabalho pronto a gente assiste com a alma um pouco mais lavada (risos).

Quais são seus projetos atuais?

Lancei um álbum chamado “Do Amanhã Nada Sei”, que foi feito simultaneamente com as gravações de “Pantanal”. Nos momentos em que eu tinha um pouco mais de tempo, ficava trabalhando nas composições. Voltei para a estrada com shows, trazendo algumas músicas desse disco novo para as apresentações.

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